terça-feira, 24 de maio de 2011

Concurso Entre Palavras

Alunos do nosso Agrupamento estiveram presentes, em Vila Real, na fase distrital do concurso Entre Palavras, o penúltimo nível antes de chegar à fase final nacional, a realizar a 8 de Junho.
Os nossos parabéns aos participantes pois, mais uma vez, dignificaram o bom nome do nosso Agrupamento!
Parabéns também ao JN.

Aceda a esta notícia e outras relacionadas em http://entrepalavras.jn.pt/

Parabéns, Professora Sara Ribeiro!

Sara Ribeiro, a melhor do planeta no Tiro ao Voo
Na 75ª edição do Campeonato de Mundo de Tiro ao Voo, realizado no fim-de-semana, nas instalações do Clube Industrial de Pevidém (Guimarães), a atiradora vila- -realense, Sara Ribeiro, alcançou o título mundial, com a marca de 18/20. Um feito único nunca antes alcançado por qualquer concorrente da região transmontana

Categoria, desportivismo e uma humildade de campeã. Uma trilogia que define a atiradora Sara Ribeiro que a levou a alcançar o expoente máximo do tiro ao voo. O Campeonato Mundial Feminino de Tiro ao Voo, com arma de caça, organizado pela Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, FPTAC, contou com 25 concorrentes, que representaram Portugal, Espanha, Itália, França, Inglaterra e Argentina.
Para mais informações, consulte a ligação: http://www.avozdetrasosmontes.com/, na secção Desporto.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

«O Discurso do Rei» é o grande vencedor dos Óscares


Foi uma noite sem surpresas: os resultados bateram todos certos com as previsões dos analistas, com «O Discurso do Rei» a vencer em toda a linha. Colin Firth, Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo foram os actores premiados.

Com cerca de três horas de duração, a 83ª cerimónia de entrega dos Óscares foi uma das mais rápidas dos últimos anos, e também uma das que reservou menos surpresas na atribuição dos prémios: em todas as categorias principais, as estatuetas douradas foram parar às mãos dos nomeados de vitória mais previsível. Assim, «O Discurso do Rei», tal como muitos vaticinavam, foi o grande vencedor da noite, arrecadando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Realizador (para o relativamente inexperiente Tom Hooper, que assim passou à frente de outro dos favoritos, David Fincher), Melhor Actor (Colin Firth) e Melhor Argumento Original (David Seidler).

Também como previsto, não houve concentração de troféus em qualquer filme, com apenas «A Origem» a igualar as quatro estatuetas de «O Discurso do Rei», mas em categorias ditas técnicas: Melhor Fotografia, Som, Efeitos Sonoros e Efeitos Visuais. «A Rede Social», inicialmente o favorito à vitória teve de se contentar com as estatuetas para Melhor Argumento Adaptado (Aaron Sorkin), Melhor Banda Sonora Original (de Trent Reznor e Atticus Ross) e Melhor Montagem. Já «Cisne Negro» só conquistou um troféu mas foi um dos mais importantes: Melhor Actriz para Natalie Portman, que subiu ao palco em avançado estado de gravidez e fez um dos discursos mais sentidos da noite.

«The Fighter - Último Round» saiu da noite com dois troféus, também bastante previsíveis, para Christian Bale e Melissa Leo nas interpretações secundárias. A segunda provocou um dos maiores burburinhos da noite quando deixou escapar um «fucking» em directo durante o agradecimento, provavelmente a primeira vez que tal palavra foi dita numa cerimónia dos Óscares. Os espectadores norte-americanos não ouviram porque os poucos segundos de «delay» permitiram retirar o som ao termo, mas para o resto do mundo foi um dos únicos momentos inesperados da noite.

«Toy Story 3» também confirmou o favoritismo arrecadando as estatuetas de Melhor Longa-Metragem de Animação e Melhor Canção Original para Randy Newman, por «We Belong Together».

«Indomável» tornou-se um dos filmes mais nomeados da história a não receber qualquer Óscar (10 nomeações, zero estatuetas). Também regressaram a casa de mãos a abanar «127 Horas» (seis nomeações) e «Os Miúdos Estão Bem» e «Despojos de Inverno» (quatro nomeações cada).

Mesmo o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro confirmou a vitória dos Globos de Ouro, indo parar às mãos do dinamarquês «In a Better World».

Assim, os momentos mais surpreendentes da cerimónia acabaram por ficar por conta do próprio espectáculo, nomeadamente com a presença inesperada de Kirk Douglas (que protagonizou um dos momentos mais divertidos da noite ao criar suspense na atribuição do Óscar de Melhor Actriz Secundária), do ex-mestre de cerimónias Billy Crystal (a apresentar um segmento de homenagem a Bob Hope), de Celine Dion (que cantou «Smile» para musicar o segmento dedicado aos profissionais do cinema falecidos no último ano), e até, num pequeno clip, do próprio Barack Obama, a revelar que a sua música favorita do cinema é «As Time Goes By», de «Casablanca».

No meio de tudo isto, os anfitriões Anne Hathaway e James Franco conduziram a cerimónia em tons estranhamente desalinhados. Se ela se mostrou enérgica e fervilhante, mostrando sozinha os seus dotes vocais numa impressionante versão de «On my Own», já ele parece ter cumprido a ameaça que fez de ser o pior apresentador de sempre da cerimónia, quase sempre em registo sonolento e pouco empenhado, pouco consentâneo com os talentos de actor que lhe valeram este ano a nomeação ao Óscar.

Veja aqui a lista completa de vencedores da 83ª edição dos Óscares.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O QUE É UMA BIBLIOTECA ESCOLAR





Vencedores do concurso Natal de Poesia

Vêm aí os reis magos


Vieram adorar o menino.

Trazem bonitos presentes

Para ele que é pequenino.


Numas palhinhas deitado

Muito pobrezinho

Mas com grande coração

Cheio de amor e carinho


No Natal celebra-se o nascimento de Jesus

Reúne-se a família

Oferecem-se presentes

E reina alegria e luz.


Enfeita-se a árvore de Natal

Com bolas e fitas e muito mais

Que bonita que ela fica

Decorada pelos filhos e pais.


A aletria, doces e rabanadas

Sem esquecer o bolo-rei

Que docinho é o Natal

Mas os bolos de bacalhau foi o que mais adorei


Oh, Oh, Oh Já estou a ir

Carregadinho de presentes

Para os meninos distribuir

Oh, Oh, Oh já estou a ir


Mariana Alves Morais. 5ºB

 
 
 
Neste dia de Natal

Uma grande festa vai haver

E quando chegar o Pai Natal

Bolos e presentes vamos ter.

Ó Natal, Ó Natal,

Para mim não há igual

É a festa mais bonita

Que há em Portugal

Natal é a festa dos simples

Porque Deus assim o quis

Foi quando Jesus nasceu

Naquela noite feliz.

Jéssica Santos Carneiro 5ºB nº9

 
 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Liberdade


Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

Sol doira

Sem literatura

O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como o tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quanto há bruma,

Esperar por D.Sebastião,

Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.


Mais que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
 
 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um Reino Maravilhoso (Trás-os-Montes)

 
 
"Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:

- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...

Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?

Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:

- Entre!

A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.

A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.

Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.

Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.

Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre. Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem. E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo.

A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.

Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:

- Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.

Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.

Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.

Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.

O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei."

Miguel Torga
In Portugal

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Instituto Nacional de Estatística


A Rede de Bibliotecas Escolares e o Instituto Nacional de Estatística (INE) celebraram um protocolo de colaboração com o objectivo de desenvolver a literacia estatística dos alunos.
Apostar na biblioteca escolar (BE) para chegar à comunidade educativa, tornando a estatística numa ferramenta de aprendizagem activa constitui, assim, o cerne deste protocolo de colaboração.
Tendo como base a articulação entre a BE e os professores das diferentes áreas curriculares, pretende-se que a literacia estatística seja trabalhada de forma prática em contextos de ensino/ aprendizagem, designadamente através da utilização de um conjunto alargado de recursos digitais disponibilizados pelo projecto ALEA - Acção Local de Estatística Aplicada.
Neste âmbito, foi preparada uma acção de formação para professores bibliotecários: A literacia estatística ao serviço da cidadania. Portal do INE e projecto ALEA – uma primeira abordagem.