Apostar na biblioteca escolar (BE) para chegar à comunidade educativa, tornando a estatística numa ferramenta de aprendizagem activa constitui, assim, o cerne deste protocolo de colaboração.
Tendo como base a articulação entre a BE e os professores das diferentes áreas curriculares, pretende-se que a literacia estatística seja trabalhada de forma prática em contextos de ensino/ aprendizagem, designadamente através da utilização de um conjunto alargado de recursos digitais disponibilizados pelo projecto ALEA - Acção Local de Estatística Aplicada.
Neste âmbito, foi preparada uma acção de formação para professores bibliotecários: A literacia estatística ao serviço da cidadania. Portal do INE e projecto ALEA – uma primeira abordagem.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Vencedores do concurso Natal de Poesia
Vêm aí os reis magos
Vieram adorar o menino.
Trazem bonitos presentes
Para ele que é pequenino.
Numas palhinhas deitado
Muito pobrezinho
Mas com grande coração
Cheio de amor e carinho
No Natal celebra-se o nascimento de Jesus
Reúne-se a família
Oferecem-se presentes
E reina alegria e luz.
Enfeita-se a árvore de Natal
Com bolas e fitas e muito mais
Que bonita que ela fica
Decorada pelos filhos e pais.
A aletria, doces e rabanadas
Sem esquecer o bolo-rei
Que docinho é o Natal
Mas os bolos de bacalhau foi o que mais adorei
Oh, Oh, Oh Já estou a ir
Carregadinho de presentes
Para os meninos distribuir
Oh, Oh, Oh já estou a ir
Mariana Alves Morais. 5ºB
Vieram adorar o menino.
Trazem bonitos presentes
Para ele que é pequenino.
Numas palhinhas deitado
Muito pobrezinho
Mas com grande coração
Cheio de amor e carinho
No Natal celebra-se o nascimento de Jesus
Reúne-se a família
Oferecem-se presentes
E reina alegria e luz.
Enfeita-se a árvore de Natal
Com bolas e fitas e muito mais
Que bonita que ela fica
Decorada pelos filhos e pais.
A aletria, doces e rabanadas
Sem esquecer o bolo-rei
Que docinho é o Natal
Mas os bolos de bacalhau foi o que mais adorei
Oh, Oh, Oh Já estou a ir
Carregadinho de presentes
Para os meninos distribuir
Oh, Oh, Oh já estou a ir
Mariana Alves Morais. 5ºB
Neste dia de Natal
Uma grande festa vai haver
E quando chegar o Pai Natal
Bolos e presentes vamos ter.
Ó Natal, Ó Natal,
Para mim não há igual
É a festa mais bonita
Que há em Portugal
Natal é a festa dos simples
Porque Deus assim o quis
Foi quando Jesus nasceu
Naquela noite feliz.
Jéssica Santos Carneiro 5ºB nº9
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Um Reino Maravilhoso (Trás-os-Montes)
"Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.
Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:
- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...
Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?
Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
- Entre!
A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.
A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.
Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.
Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.
Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre. Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem. E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo.
A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.
Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:
- Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.
Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.
Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.
Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.
O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei."
Miguel Torga
In Portugal
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Instituto Nacional de Estatística
A Rede de Bibliotecas Escolares e o Instituto Nacional de Estatística (INE) celebraram um protocolo de colaboração com o objectivo de desenvolver a literacia estatística dos alunos.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Agradecimentos
A equipa da Biblioteca Escolar de Vidago agradece:
- Aos monitores da Biblioteca Escolar André Branco, Bruno Alexandre Soares, Liliana Felizardo, Nuno Miguel Alturas, Pedro Miguel Carreiro e Rui André Queirós a dedicação, abnegação e competência no desempenho dos seus serviços em prol da Educação.
A todos serviram! O nosso Bem-haja!
- Ao sr. Augusto Monteiro a oferta diária (já vai para dois anos!) dos jornais desportivos “Record” e “O Jogo”, que fazem as delicias dos nossos leitores.
- Ao senhor João Afonso a oferta de um livro intitulado Institutiones Juris Civilis Lusitani, liber III.
- Ao senhor José Maria, colega da Galiza, a oferta de alguns títulos em língua italiana e castelhana.
- Aos monitores da Biblioteca Escolar André Branco, Bruno Alexandre Soares, Liliana Felizardo, Nuno Miguel Alturas, Pedro Miguel Carreiro e Rui André Queirós a dedicação, abnegação e competência no desempenho dos seus serviços em prol da Educação.
A todos serviram! O nosso Bem-haja!
- Ao sr. Augusto Monteiro a oferta diária (já vai para dois anos!) dos jornais desportivos “Record” e “O Jogo”, que fazem as delicias dos nossos leitores.
- Ao senhor João Afonso a oferta de um livro intitulado Institutiones Juris Civilis Lusitani, liber III.
- Ao senhor José Maria, colega da Galiza, a oferta de alguns títulos em língua italiana e castelhana.
Informação
- Informa-se todos os alunos que poderão inscrever-se como Monitores da BE preenchendo para o efeito um questionário que será, depois, sujeito a apreciação e selecção.
- Informa-se do horário praticado este ano lectivo a fim de a todos prestar um serviço de qualidade:
- Informa-se do horário praticado este ano lectivo a fim de a todos prestar um serviço de qualidade:
terça-feira, 28 de setembro de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Passado, presente... e que futuro?
Se parasse de medo no caminho
Também parava a vela do moinho
Que mói depois o pão de toda a gente.
Miguel Torga
Vidago…
Tudo exige tempo… Pensar um investimento, implementar um projecto, fortalecer laços, estabelecer pontes, promover autonomias, incentivar diálogos, respeitar individualidades… Tudo exige tempo!
Por isto, num tempo de contenção e reformulação de projectos, há que ter uma visão global. Devemos questionar-nos sobre o que pretendemos para o interior?
A lógica actual aponta-nos o seu despovoamento e, quiçá, o seu fim.
Nesta perspectiva, e numa visão geral que aponta para um aumento do dinamismo de Vidago, pelos investimentos feitos e projectados, o papel deste Agrupamento de Escolas tende a ser valorizado, cada vez mais.
A Escola assume-se como um meio privilegiado de abertura de horizontes e de certificação de saberes adquiridos no dia-a-dia das pessoas que, sem outras grandes oportunidades, vêem na Educação, ainda, uma saída!
É imperioso manter essa visão e sustentar esta oportunidade em benefício das pessoas, dado que os investimentos que se estão a fazer aqui não aconselham o desinvestimento por parte do Estado em infra-estruturas basilares – neste caso, da Escola.
O meu papel como Director é alertar para uma visão de futuro, alimentado pelo presente.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
William Shakespeare
sábado, 8 de maio de 2010
Ana Saldanha nasceu no Porto, onde se licenciou em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Inglês). Doutorou-se na Universidade de Glasgow com uma tese sobre Rudyard Kipling e a sua obra infantil. Ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito e tem-se também dedicado à tradução. Mas é sobretudo conhecida como uma das melhores escritoras portuguesas para jovens.
Obras publicadas
• 1994 - Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo
• 1995 - Círculo imperfeito, romance, Presença
• 1995 - Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter
• 1995 - Num reino do norte, Umas férias com música e A caminho de Santiago (série Vamos Viajar), novelas juvenis, Campo das Letras
• 1996 - Ninguém dá prendas ao Pai Natal, conto infantil, Campo das Letras
• 1996 - Animais & C.ª (série Vamos Viajar), novela juvenil, Campo das Letras
• 1997 - Doçura amarga, romance juvenil, Edinter
• 1997 - Irlanda verde e laranja (série Vamos Viajar), romance juvenil, Campo das Letras
• 1999 - Cinco tempos, quatro intervalos, novela juvenil, Caminho
• 2000 - Para o meio da rua, romance juvenil, Caminho
• 2000 - Reedição de Doçura Amarga
• 2000 - Inclusão de poemas em Conto estrelas em ti: 17 poetas escrevem para a infância, Campo das Letras
• 2001 - Como outro qualquer, romance juvenil, Caminho
• 2001 - Inclusão do conto O Bazar dos Três Vinténs em Contos da Cidade das Pontes, Ambar
• 2002 - Um gorro vermelho e Um espelho só meu, novelas juvenis de uma nova série, Era uma vez... outra vez, Caminho
• 2002 - Reedição de Uma questão de cor, Caminho
• 2003 - Uma casa muito doce e Nem pato, nem cisne, col. Era uma vez... outra vez, Caminho
• 2004 - O Pai Natal preguiçoso e a rena Rodolfa, conto infantil, com ilustrações de Alain Corbel, Caminho
• 2004 - A princesa e o sapo, col. Era uma vez... outra vez, Caminho
• 2004 - Pico no dedo, contos para jovens, Caminho
• 2005 - Dentro de mim, col. Era uma vez... outra vez, Caminho
• 2005 - Escrito na Parede, romance juvenil, Caminho
• 2006 - O Sam e o Som - Sam and Sound, conto infantil bilingue, em co-autoria com Basil Deane, ilustrações de Gémeo Luís, Caminho
• 2006 - O romance de Rita R., romance juvenil, Caminho
• 2007 - Mais ou menos meio metro…, poesia para crianças, ilustrações de Gémeo Luís, Caminho
• 2007 - Os Factos da Vida, romance juvenil, Caminho
• 2008 - reedição de Ninguém Dá Prendas ao Pai Natal, com ilustrações de Madalena Matoso, Caminho
segunda-feira, 3 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Concurso”Faça lá um Poema”
Era uma vez um rapaz que vivia numa casa.
A casa era pequena e tinha uma lareira.
A lareira aquecia a casa situada perto de um rio.
No rio vivia um peixe.
O peixe era grande, vermelho e falava.
Falava a língua das pessoas e tornaram-se amigos.
Amigos do coração que se ajudaram na aflição.
Aflição resolvida com carinho e amizade.
Amizade que guardou um segredo.
Um segredo para a eternidade.
A amizade é gratuita, nada espera em troca.
A amizade é disponível, não julga.
EB1 de Loivos
Janeiro de 2010
João Tomás Silveira
Concurso”Faça lá um Poema”
segunda-feira, 22 de março de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
AURORA NO DESERTO

Sempre me fascinou o contraste de civilizações,
por isso a escolha deste livro que relata a história de uma menina que
nasceu numa tribo de nómadas do deserto africano, mais propriamente na
Somália. Aos cinco anos foi vítima de mutilação genital e aos doze,
quando o pai negociava o seu casamento com um homem de sessenta,
decide fugir. Apesar dos perigos enfrentados na sua fuga pelo deserto,
conquista a liberdade e alcança a fama no ocidente através do mundo da moda.
Embora tenha abandonado o seu país nunca o esqueceu. Decide voltar,
correndo risco de vida, mas provando que se pode amar um país sem que
no entanto se aceitem todas as suas regras e tradições.
Finalizo com uma citação de Elton John, sobre esta história de vida
"Uma coragem extraordinária...um exemplo para cada um de nós".
Maria José Roxo
Subscrever:
Mensagens (Atom)












