quarta-feira, 27 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

«O Discurso do Rei» é o grande vencedor dos Óscares


Foi uma noite sem surpresas: os resultados bateram todos certos com as previsões dos analistas, com «O Discurso do Rei» a vencer em toda a linha. Colin Firth, Natalie Portman, Christian Bale e Melissa Leo foram os actores premiados.

Com cerca de três horas de duração, a 83ª cerimónia de entrega dos Óscares foi uma das mais rápidas dos últimos anos, e também uma das que reservou menos surpresas na atribuição dos prémios: em todas as categorias principais, as estatuetas douradas foram parar às mãos dos nomeados de vitória mais previsível. Assim, «O Discurso do Rei», tal como muitos vaticinavam, foi o grande vencedor da noite, arrecadando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Realizador (para o relativamente inexperiente Tom Hooper, que assim passou à frente de outro dos favoritos, David Fincher), Melhor Actor (Colin Firth) e Melhor Argumento Original (David Seidler).

Também como previsto, não houve concentração de troféus em qualquer filme, com apenas «A Origem» a igualar as quatro estatuetas de «O Discurso do Rei», mas em categorias ditas técnicas: Melhor Fotografia, Som, Efeitos Sonoros e Efeitos Visuais. «A Rede Social», inicialmente o favorito à vitória teve de se contentar com as estatuetas para Melhor Argumento Adaptado (Aaron Sorkin), Melhor Banda Sonora Original (de Trent Reznor e Atticus Ross) e Melhor Montagem. Já «Cisne Negro» só conquistou um troféu mas foi um dos mais importantes: Melhor Actriz para Natalie Portman, que subiu ao palco em avançado estado de gravidez e fez um dos discursos mais sentidos da noite.

«The Fighter - Último Round» saiu da noite com dois troféus, também bastante previsíveis, para Christian Bale e Melissa Leo nas interpretações secundárias. A segunda provocou um dos maiores burburinhos da noite quando deixou escapar um «fucking» em directo durante o agradecimento, provavelmente a primeira vez que tal palavra foi dita numa cerimónia dos Óscares. Os espectadores norte-americanos não ouviram porque os poucos segundos de «delay» permitiram retirar o som ao termo, mas para o resto do mundo foi um dos únicos momentos inesperados da noite.

«Toy Story 3» também confirmou o favoritismo arrecadando as estatuetas de Melhor Longa-Metragem de Animação e Melhor Canção Original para Randy Newman, por «We Belong Together».

«Indomável» tornou-se um dos filmes mais nomeados da história a não receber qualquer Óscar (10 nomeações, zero estatuetas). Também regressaram a casa de mãos a abanar «127 Horas» (seis nomeações) e «Os Miúdos Estão Bem» e «Despojos de Inverno» (quatro nomeações cada).

Mesmo o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro confirmou a vitória dos Globos de Ouro, indo parar às mãos do dinamarquês «In a Better World».

Assim, os momentos mais surpreendentes da cerimónia acabaram por ficar por conta do próprio espectáculo, nomeadamente com a presença inesperada de Kirk Douglas (que protagonizou um dos momentos mais divertidos da noite ao criar suspense na atribuição do Óscar de Melhor Actriz Secundária), do ex-mestre de cerimónias Billy Crystal (a apresentar um segmento de homenagem a Bob Hope), de Celine Dion (que cantou «Smile» para musicar o segmento dedicado aos profissionais do cinema falecidos no último ano), e até, num pequeno clip, do próprio Barack Obama, a revelar que a sua música favorita do cinema é «As Time Goes By», de «Casablanca».

No meio de tudo isto, os anfitriões Anne Hathaway e James Franco conduziram a cerimónia em tons estranhamente desalinhados. Se ela se mostrou enérgica e fervilhante, mostrando sozinha os seus dotes vocais numa impressionante versão de «On my Own», já ele parece ter cumprido a ameaça que fez de ser o pior apresentador de sempre da cerimónia, quase sempre em registo sonolento e pouco empenhado, pouco consentâneo com os talentos de actor que lhe valeram este ano a nomeação ao Óscar.

Veja aqui a lista completa de vencedores da 83ª edição dos Óscares.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O QUE É UMA BIBLIOTECA ESCOLAR





Vencedores do concurso Natal de Poesia

Vêm aí os reis magos


Vieram adorar o menino.

Trazem bonitos presentes

Para ele que é pequenino.


Numas palhinhas deitado

Muito pobrezinho

Mas com grande coração

Cheio de amor e carinho


No Natal celebra-se o nascimento de Jesus

Reúne-se a família

Oferecem-se presentes

E reina alegria e luz.


Enfeita-se a árvore de Natal

Com bolas e fitas e muito mais

Que bonita que ela fica

Decorada pelos filhos e pais.


A aletria, doces e rabanadas

Sem esquecer o bolo-rei

Que docinho é o Natal

Mas os bolos de bacalhau foi o que mais adorei


Oh, Oh, Oh Já estou a ir

Carregadinho de presentes

Para os meninos distribuir

Oh, Oh, Oh já estou a ir


Mariana Alves Morais. 5ºB

 
 
 
Neste dia de Natal

Uma grande festa vai haver

E quando chegar o Pai Natal

Bolos e presentes vamos ter.

Ó Natal, Ó Natal,

Para mim não há igual

É a festa mais bonita

Que há em Portugal

Natal é a festa dos simples

Porque Deus assim o quis

Foi quando Jesus nasceu

Naquela noite feliz.

Jéssica Santos Carneiro 5ºB nº9

 
 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Liberdade


Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

Sol doira

Sem literatura

O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como o tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quanto há bruma,

Esperar por D.Sebastião,

Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.


Mais que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
 
 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um Reino Maravilhoso (Trás-os-Montes)

 
 
"Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:

- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...

Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?

Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:

- Entre!

A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.

A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.

Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.

Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.

Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre. Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem. E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo.

A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.

Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:

- Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.

Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.

Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.

Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.

O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei."

Miguel Torga
In Portugal

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Instituto Nacional de Estatística


A Rede de Bibliotecas Escolares e o Instituto Nacional de Estatística (INE) celebraram um protocolo de colaboração com o objectivo de desenvolver a literacia estatística dos alunos.
Apostar na biblioteca escolar (BE) para chegar à comunidade educativa, tornando a estatística numa ferramenta de aprendizagem activa constitui, assim, o cerne deste protocolo de colaboração.
Tendo como base a articulação entre a BE e os professores das diferentes áreas curriculares, pretende-se que a literacia estatística seja trabalhada de forma prática em contextos de ensino/ aprendizagem, designadamente através da utilização de um conjunto alargado de recursos digitais disponibilizados pelo projecto ALEA - Acção Local de Estatística Aplicada.
Neste âmbito, foi preparada uma acção de formação para professores bibliotecários: A literacia estatística ao serviço da cidadania. Portal do INE e projecto ALEA – uma primeira abordagem.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Agradecimentos

A equipa da Biblioteca Escolar de Vidago agradece:


- Aos monitores da Biblioteca Escolar André Branco, Bruno Alexandre Soares, Liliana Felizardo, Nuno Miguel Alturas, Pedro Miguel Carreiro e Rui André Queirós a dedicação, abnegação e competência no desempenho dos seus serviços em prol da Educação.

A todos serviram! O nosso Bem-haja!


- Ao sr. Augusto Monteiro a oferta diária (já vai para dois anos!) dos jornais desportivos “Record” e “O Jogo”, que fazem as delicias dos nossos leitores.

- Ao senhor João Afonso a oferta de um livro intitulado Institutiones Juris Civilis Lusitani, liber III.

- Ao senhor José Maria, colega da Galiza, a oferta de alguns títulos em língua italiana e castelhana.

Informação

- Informa-se todos os alunos que poderão inscrever-se como Monitores da BE preenchendo para o efeito um questionário que será, depois, sujeito a apreciação e selecção.
- Informa-se do horário praticado este ano lectivo a fim de a todos prestar um serviço de qualidade:

terça-feira, 28 de setembro de 2010